domingo, 30 de maio de 2010


Éramos


Nas noites brilhantes

o silencio se faz breve

ouço ruídos e cantos

de pássaros noturnos


O corpo estala

e se ecoa por toda casa


E sua voz se emudece

e soa só alguns suspiros aterrorizantes


Não sinto nem o teu calor humano

há algo vago entre nós

me perdoe pelos enganos

mas prefiro cortar todos os nós


As horas agora são longas e tediosas

não há ar de pureza e eternidade

A tristeza molda-lhe a face e os atos

lamento por nos não darmos os mesmos passos

Temos que para de nos machucar

ou é Agora, ou solte da minha mão pra sempre!

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