sábado, 12 de novembro de 2011

SÓ FLUTUAR

Como se houvesse alguma maneira , eu fujo, corro
pronde finjo segurança.
Como se em mim coubesse, um anjo..sobrevoa, suas mãos em mim, só transparece...

Não, não ha razão, não ha perdão quando se diz não... enfim
só digas a mim, me queira no fim, e se deite sobre mim

Quando gritas em apelo, corre em mim o desespero, sem nunca  ter tempo pra sorrir
Por trás da lua o segredo, e eu aqui apartando teus medos, e você deitando entre meus rins

Amando, querendo Odiar! Sem entender e aceitar... sem repouso só flutuar ~

em debandada

Como se houvesse alguma maneira de escapar...
eu corro tentando buscar,
fujo querendo encontrar ...
eu amo querendo odiar .







Naina Magalhães

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Instantâneo

Quando tanto faz
e tanto fez
e simplesmente nada parece
e nada acontece
sendo vago e pulsante
triste e odiante
quando se grita por dentro
mantendo o silencio do desespero
e algo te aperta.. te solta te livra.. e vc cai das montanhas e nao encherga o chão
quando se sente uma bolha do sabão em uma ventania
a qualquer momento eu me evaporo, e novamente repito as circunstancias inevitavelmente conduzidas por mim mesma.