domingo, 28 de dezembro de 2014

Não se pode ir, nem ficar...

Abra caminho... quem sabe um grande sorriso está por vir.
só que fecheis a porta, pra dor e pra todo mal
só que ela não seleta
fechou-se para tudo.
A porta sangra, geme... E nem sou carpinteiro para reformar seus estralos.
Só que não sou nenhum desbravador, para abrir caminhos...
Fecho estradas... com galhos e entulhos...
tirei do meu quintal, pra me esconder nele mesmo.
Tem sido uma batalha, na minha casa que não é minha.
tem tido sombras as vezes... mas só pra tomar fôlego enquanto sou atacado de todos os lados e de todas as formas.
Perdi minhas roupas, meus sapatos, meus objetos de valor quando me interessei em somente me defender.
Tem sido assim... tenho perdido... pra tentar ganhar algo.
Tem sido uma guerra, uma luta contra o invisível...
ele me tortura quando não me machuca. Ele me rasga quando nem me toca. Ele tem estado ao meu lado... ao redor... vigiando minhas armadilhas para engana-lo.
Nunca posso falar alto, pois ele grita mais forte, assustando as pequenas coisas que ainda tenho estima.
Não há mais muros... nem rios, nem montanhas ou algo que o impeça de chegar a qualquer momento... tenho deixado aberto o caminho. Pois por fim, não posso fechar o caminho, se é meus próprios passos que o fazem..

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